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compaixão, prática, vídeo

Estamos mesmo atentos?

Independentemente da imagem comercial, uma mensagem essencial

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felicidade, gratidão, interdependência, meditação, prática

Passo 5 – Mindfulness

 

Algumas sugestões e lembretes para uma vida com consciência:

Vive com equilíbrio139871352-1

 
Não te esqueças de brincar

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Conhece o que te dá energia e o que te retira energia – sustenta os
primeiros e limita os últimos.

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Em algumas culturas indígenas quando alguém vai ao curandeiro com
sintomas de depressão, ele pergunta: quando paraste de dançar e cantar?

Não esqueças os básicos:

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Apaixona-te pela rotina!

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Aprecia… e deixa fluir…

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Dois slogans:
When in doubt, breath out / Na dúvida, expira
Take a break before you break / faz uma pausa antes de precisares

 

a table for

amor, compaixão, metta, prática

Parado no trânsito

No carro, parado no trânsito.

Parar, continuar, mais parar.

Não se avança.

Sentir-se frustrado, chateado, stressado.

O que é que está a acontecer?

Há um acidente? Trabalhos na rua?

Estou farto de estar parado, no carro.

Quem me dera já ter chegado. Mexam-se!

Faz uma pausa, respira.

Traz a tua atenção para a sensação do teu corpo, sentado, as mãos no volante.

Nota onde estás no espaço.

Nota agora os outros condutores, também parados no trânsito.

Todos a movermo-nos, a parar, a continuar.

Que excelente oportunidade de oferecer amor, bem querer.

Que tu estejas em segurança.

Que sejas feliz.

Que tenhas saúde, bem-estar.

Que sintas alegria, contentamento.

Que estejas em paz.

Que sejas feliz.

Tal como eu e tu procuramos a felicidade, todos os seres, em qualquer lugar procuram a felicidade.

Deseja a todos seres visíveis e invisíveis desejos de bem querer, amor e bondade, incondicionalmente. Que todos os seres estejam em paz.

Isto é #streetlovingkindness… com Sharon Salzberg, num engarrafamento.

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Fhoto de Dan Gold no Unsplash
equanimidade, felicidade, metta, prática, vídeo

Hora de ponta

Hora de ponta, não é preciso correr

Abranda, para, olha.

Observa o que se passa

Olha para o mundo

Nota cada pessoa a apressar-se

Olha para eles

Segue o caminho deles enquanto se movem no espaço

Agora, realmente olha para eles

Cada um, um indivíduo único

Que excelente oportunidade de lhes oferecer amor e bem querer

Que tu estejas em segurança.

Que sejas feliz.

Que tenhas saúde, bem-estar.

Que sintas alegria, contentamento.

Que estejas em paz.

Que sejas feliz.

Tal como tu procuras a felicidade, todos os seres, em todo o lado, procuram ser felizes. Deseja a todos os que encontras, e àqueles que não chegas a ver, desejos de felicidade, de bem querer. Que todos os seres encontrem a paz.

Isto é #Streetlovingkindness. Com Sharon Salzberg.

 

impermanência, mindfulness, prática, vídeo

Soprar bolas de sabão

Ao soprar bolas de sabão, nota a tua inspiração

E depois a tua expiração conforma as bolas se vão formando

Observa as bolas conforme se vão formando e flutuam, afastando-se

Observa enquanto ficam a pairar e devagar caem

Imagina-te assim livre, a flutuar como uma bola de sabão

Flutuante, leve, iridiscente

O Buda disse-nos para contemplar a nossa existência neste mundo fugaz como uma pequena gota de orvalho, ou como uma bolha a flutuar numa corrente

Como um raio numa nuvem de Verão, ou uma chama vacilante, uma ilusão, um sonho

Observa as bolhas conforme vão caindo, e se dissolvem no ar

Com todos os seus riscos, esta vida não suporta nada mais do que as bolhas ao sabor do vento numa corrente

Que maravilha inspirar e expirar uma e outra vez, adormecer, e acordar fresco

Sim, que maravilha

… com Sharon Salzberg, a soprar bolas de sabão

 

 

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A Prática de bem querer – na rua

À espera na fila. Pode ser frustrante. Não se despacham, temos outras coisas para fazer. Não queremos chegar atrasados.

Pára. Respira. Saboreia o momento. Está presente, consciente. Sente os pés no chão. O ambiente à volta. Os sons. As pessoas. É uma oportunidade de reconhecer cada pessoa. Não é uma interrupção na nossa vida. É a vida a acontecer. Uma oportunidade de oferecer amor, bem querer.

Que tu estejas em segurança.
Que sejas feliz.

Que tenhas saúde, bem-estar.

Que sintas alegria, contentamento.

Que estejas em paz.

Que sejas feliz.

Da mesma forma que procuras a felicidade, todos os seres, em todo o lado, procuram ser felizes. Deseja a todos os que encontras, e àqueles que não chegas a ver, desejos de felicidade, de bem querer. Que todos os seres encontrem a paz.

Ainda à espera na fila… com Sharon Salzberg. Que tu sejas feliz.

 

 

Photo by Levi Jones on Unsplash
mudança, prática, vídeo

Pedra Filosofal

 

Eles não sabem que o sonho

é uma constante da vida

tão concreta e definida

como outra coisa qualquer,

como esta pedra cinzenta

em que me sento e descanso,

como este ribeiro manso

em serenos sobressaltos,

como estes pinheiros altos

que em verde e oiro se agitam,

como estas aves que gritam

em bebedeiras de azul.

 

eles não sabem que o sonho

é vinho, é espuma, é fermento,

bichinho álacre e sedento,

de focinho pontiagudo,

que fossa através de tudo

num perpétuo movimento.

 

Eles não sabem que o sonho

é tela, é cor, é pincel,

base, fuste, capitel,

arco em ogiva, vitral,

pináculo de catedral,

contraponto, sinfonia,

máscara grega, magia,

que é retorta de alquimista,

mapa do mundo distante,

rosa-dos-ventos, Infante,

caravela quinhentista,

que é cabo da Boa Esperança,

ouro, canela, marfim,

florete de espadachim,

bastidor, passo de dança,

Colombina e Arlequim,

passarola voadora,

pára-raios, locomotiva,

barco de proa festiva,

alto-forno, geradora,

cisão do átomo, radar,

ultra-som, televisão,

desembarque em foguetão

na superfície lunar.

 

Eles não sabem, nem sonham,

que o sonho comanda a vida,

que sempre que um homem sonha

o mundo pula e avança

como bola colorida

entre as mãos de uma criança.

 

In Movimento Perpétuo, 1956

 

compaixão, empatia

Interrupções

 

Gregory Boyle é um padre jesuíta que trabalha com gangues, nos pontos mais quentes e difíceis de Los Angeles. É autor de Tattoos on the Heart e Barking to the Choir. Em Tattoos on the Heart  ele conta como num domingo de manhã ele tinha acabado de dar missa e tinha logo a seguir um batizado, e uma mulher entra repentinamente no escritório para falar com ele. Ele só tem 5 minutos. Ela é membro de um gangue, toxidependente e ocasionalmente prostituta. Chama-se Carmen.

Ela senta-se e lança: “preciso de ajuda”. Diz que já esteve em 50 reabilitações, já sabe tudo, já viu de tudo. Sorri a olhar o escritório, a observar todas as fotos penduradas nas paredes. A família vai chegar para o batizado dali a minutos. O padre Greg conta:

“Andei na escola católica toda a minha vida, diz ela, até fiz a escola secundária, foi mesmo depois do 12º que comecei a usar heroína.” E entrando numa espécie de transe, o discurso torna-se mais lento. “E eu… tenho tentado parar…  desde o momento que comecei.” Ela inclina a cabeça para trás até encostar-se à parede e olha para o teto. Os olhos tornam-se como dois lagos, marejados de lágrimas a querer saltar borda fora. E depois, pela primeira vez, ela olha para mim. Endireita-se e diz “Eu… sou… uma… desgraça”.

De repente a vergonha dela vem ao encontro da minha, pois quando a Carmen entrou pela porta, confundi-a com uma interrupção.

 

girls' weekend guide to(3)

 

alegria, compaixão, prática

Compaixão em tempos de crise

”Se você não está se alegrando com a bondade do mundo, você não está prestando atenção.” — Alan Wallace (no capítulo sobre alegria do livro “Felicidade genuína”)

Na sequência do caso Marielle, em que muita gente se questiona, Gustavo Gitti recebeu uma pergunta importante no Facebook. “Gustavo, posso fazer uma pergunta leiga, mas de coração? Como encontrar e sustentar a compaixão nesse momento?”

E ele respondeu:

O ideal seria você fazer essa pergunta para quem realmente manifesta compaixão, seja uma professora contemplativa ou uma ativista da paz — às vezes encontramos ambas as qualidades em um só ser. Mas você pode olhar o que já está acontecendo: há muitas pessoas que dizem “Isso é inadmissível, não podemos deixar isso se naturalizar, precisamos entender o que aconteceu e mudar todas as estruturas por trás de mortes assim, precisamos nos unir e criar um país em que isso não seja algo possível de acontecer…” Essa voz em nossas mentes, ainda que surja em meio a névoas e aflições, já é a compaixão.

Se você olhar o movimento de Marielle, foi tão benéfico que mesmo depois de sua morte, ela segue trazendo benefícios. Ela se foi, mas seu movimento segue em outros seres, tocados por sua dedicação a redução da desigualdade social, do enfrentamento militarizado, do machismo, do racismo… Tal é o poder dos grandes seres: até morrendo eles nos ajudam a despertar. Isso também é a compaixão. A aspiração deles de trazer benefícios foi tão grande que isso se realiza na hora da morte e também por muito tempo depois.

A própria revolta que sentimos vem da compaixão, de não desejar esse sofrimento — que nesse caso concentra incontáveis sofrimentos… tem todo um país ali. É inconcebível. A dor também vem da mente da compaixão. Tanto é que o mundo inteiro foi tocado: pessoas em outros países parando discursos, cerimônias, shows para falar sobre a situação.

Continue a ler a resposta no blog O Lugar

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